{"id":1059,"date":"2022-07-18T17:34:40","date_gmt":"2022-07-18T17:34:40","guid":{"rendered":"https:\/\/insideortho.org\/?p=1059"},"modified":"2022-12-16T11:19:31","modified_gmt":"2022-12-16T11:19:31","slug":"artrose-do-joelho-dr-tiago-frada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/artrose-do-joelho-dr-tiago-frada\/","title":{"rendered":"Artrose do Joelho &#8211; Dr. Tiago Frada"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"p1\"><b>Artrose do Joelho\u00a0<\/b><\/h2>\r\n<h4>O que \u00e9, os Sintomas e que Atitudes deve tomar.<\/h4>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<h4>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h4>\r\n<p>A artrose do joelho \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica bastante comum, que afeta sobretudo a popula\u00e7\u00e3o mais idosa. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o progressiva, de cariz degenerativo e inflamat\u00f3rio, estando relacionada com o desgaste das cartilagens do joelho. O sinal mais comum \u00e9 a dor no joelho, que se pode acentuar com a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica (desportos de contacto, subida e descida de escadas e movimentos repetitivos).<\/p>\r\n<p>Em alguns casos, esta patologia pode tornar-se bastante incapacitante, afetando, em grande medida, a qualidade de vida dos doentes.<\/p>\r\n<p>Se sofre desta doen\u00e7a, este artigo pode ser muito importante para si.<\/p>\r\n<p>Saiba do que se trata, quais s\u00e3o os sintomas mais comuns e conhe\u00e7a os tratamentos que s\u00e3o recomendados para cada caso.<\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<h4>O que \u00e9?<\/h4>\r\n<p>A artrose do joelho, identificada no meio m\u00e9dico como gonartrose, \u00e9 uma doen\u00e7a que se caracteriza pela perda progressiva de cartilagem de revestimento das superf\u00edcies articulares dos tr\u00eas ossos que comp\u00f5em a articula\u00e7\u00e3o: f\u00e9mur, t\u00edbia e r\u00f3tula.<\/p>\r\n<p>Trata-se de uma doen\u00e7a de desgaste \u2013 <em>wear and tear<\/em> \u2013 com enorme impacto social, uma vez que \u00e9 a patologia articular mais comum em adultos em todo o mundo. Na popula\u00e7\u00e3o com idade superior a 60 anos a preval\u00eancia \u00e9 de 40%. <strong>Afeta mais as mulheres do que os homens.<\/strong> Ainda assim, os fatores pelos quais se verifica esta assimetria n\u00e3o est\u00e3o verdadeiramente clarificados. Na maioria dos casos, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o com atingimento bilateral, em virtude de estar associada a desgaste.<\/p>\r\n<p>No entanto, existem v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es em que tal n\u00e3o se verifica. Isso acontece quando o que est\u00e1 subjacente a esse desgaste tem origem nas seguintes circunst\u00e2ncias:<\/p>\r\n<ul>\r\n<li>Altera\u00e7\u00f5es unilaterais do alinhamento do membro; (Fig. 1)<\/li>\r\n<li>Traumatismos pr\u00e9vios;<\/li>\r\n<li>Dist\u00farbios da marcha;<\/li>\r\n<li>Doen\u00e7a de articula\u00e7\u00f5es adjacentes;<\/li>\r\n<li>Altera\u00e7\u00f5es de comprimento dos membros;<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1799\" aria-describedby=\"caption-attachment-1799\" style=\"width: 505px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1799\" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura1.jpg\" alt=\"Deformidade assim\u00e9trica dos membros. Joelho direito com deformidade em valgo, sequela de fratura da t\u00edbia\" width=\"505\" height=\"814\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura1.jpg 807w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura1-186x300.jpg 186w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura1-635x1024.jpg 635w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura1-768x1238.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1799\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 \u2013 Deformidade assim\u00e9trica dos membros. Joelho direito com deformidade em valgo, sequela de fratura da t\u00edbia<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h4>Os sinais e sintomas<\/h4>\r\n<p>A dor no joelho \u00e9 o sinal mais recorrente.\u00a0Esta patologia pode ter uma influ\u00eancia bastante negativa na qualidade de vida dos pacientes.<\/p>\r\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1800\" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/dor-no-joelho.jpg\" alt=\"Dor no joelho\" width=\"1140\" height=\"799\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/dor-no-joelho.jpg 1140w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/dor-no-joelho-300x210.jpg 300w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/dor-no-joelho-1024x718.jpg 1024w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/dor-no-joelho-768x538.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" \/><\/p>\r\n<p><strong>Os sintomas da gonartrose s\u00e3o:<\/strong><\/p>\r\n<ul>\r\n<li>Dor;<\/li>\r\n<li>Derrame\/Aumento do volume articular;<\/li>\r\n<li>Rigidez articular;<\/li>\r\n<li>Crepita\u00e7\u00e3o\/Estalidos articulares;<\/li>\r\n<li>Atrofia muscular;<\/li>\r\n<li>Instabilidade articular;<\/li>\r\n<li>Bloqueio articular;<\/li>\r\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o da velocidade de marcha;<\/li>\r\n<li>Deformidade progressiva;<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h4>Quais s\u00e3o as causas?<\/h4>\r\n<h5>Excesso de peso e instabilidade articular podem contribuir para o aparecimento desta patologia.<\/h5>\r\n<p><br \/>Os fatores de risco para a artrose no joelho podem ser enquadrados em duas vari\u00e1veis: as modific\u00e1veis e as n\u00e3o modific\u00e1veis.<\/p>\r\n<p><strong>Modific\u00e1veis: <\/strong><\/p>\r\n<ol>\r\n<li>Eventos traum\u00e1ticos do joelho\/Atividades repetidas de sobrecarga;<\/li>\r\n<li>Profiss\u00e3o que implique traumatismos ou flex\u00e3o em carga repetida do joelho;<\/li>\r\n<li>D\u00e9fice muscular que condicione instabilidade articular;<\/li>\r\n<li>Excesso de peso;<\/li>\r\n<li>S\u00edndrome metab\u00f3lico (obesidade abdominal, dislipidemia, hipertens\u00e3o arterial, glicose em jejum elevada);<br \/><br \/><\/li>\r\n<\/ol>\r\n<p><strong>N\u00e3o modific\u00e1veis:<\/strong><\/p>\r\n<ol>\r\n<li>Sexo feminino;<\/li>\r\n<li>Idade;<\/li>\r\n<li>Hereditariedade\/Gen\u00e9tica;<\/li>\r\n<li>Ra\u00e7a caucasiana;<\/li>\r\n<\/ol>\r\n<figure id=\"attachment_1801\" aria-describedby=\"caption-attachment-1801\" style=\"width: 362px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1801 \" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura2.jpg\" alt=\"Deformidade em varo do joelho esquerdo.\" width=\"362\" height=\"717\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura2.jpg 640w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura2-152x300.jpg 152w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura2-517x1024.jpg 517w\" sizes=\"auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1801\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 \u2013 Deformidade em varo do joelho esquerdo<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h4>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico?<\/h4>\r\n<h5>Diagn\u00f3stico: avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e exames complementares.<\/h5>\r\n<p><br \/>O diagn\u00f3stico da gonartrose come\u00e7a atrav\u00e9s de uma correta avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Nesta fase, dever\u00e1 observar-se o doente no seu todo (estrutura, marcha).\u00a0Posteriormente, ser\u00e1 feita a avalia\u00e7\u00e3o da zona afetada. S\u00e3o pesquisadas deformidades e desvios de eixo dos membros.<\/p>\r\n<p>Segue-se a pesquisa de derrame articular, insufici\u00eancias ligamentares e arco de mobilidade da articula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m se realizam testes espec\u00edficos de avalia\u00e7\u00e3o estrutural do joelho. Os meios complementares de diagn\u00f3stico t\u00eam, de igual forma, um papel fundamental. A avalia\u00e7\u00e3o inicial dever\u00e1 ser feita com recurso a estudo por raio X, tanto do joelho como de todo o alinhamento dos membros inferiores.<\/p>\r\n<p>O estudo por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica poder\u00e1 ter um papel relevante, quando o raio X n\u00e3o evidencia altera\u00e7\u00f5es significativas, face \u00e0s queixas apresentadas pelo paciente.<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1802\" aria-describedby=\"caption-attachment-1802\" style=\"width: 1284px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1802 size-full\" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura3.jpg\" alt=\"Imagem de Raio X de gonartrose bilateral com deformidade em varo exuberante\" width=\"1284\" height=\"1023\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura3.jpg 1284w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura3-300x239.jpg 300w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura3-1024x816.jpg 1024w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura3-768x612.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1284px) 100vw, 1284px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1802\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3 \u2013 Imagem de Raio X de gonartrose bilateral com deformidade em varo exuberante<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<h4>Tratamento: cir\u00fargico e n\u00e3o cir\u00fargico<\/h4>\r\n<h5>A artrose no joelho n\u00e3o tem cura, mas os sintomas podem ser minimizados.<\/h5>\r\n<p><br \/>Em termos de tratamento da artrose do joelho, os grandes objetivos passam por preservar uma boa capacidade funcional da articula\u00e7\u00e3o, mitigando as dores que adv\u00eam do desgaste da cartilagem.<\/p>\r\n<p>A artrose n\u00e3o tem cura. Contudo, as medidas dispon\u00edveis para o seu tratamento podem proporcionar uma vida normal a quem sofre desta patologia.<\/p>\r\n<h5>O exerc\u00edcio f\u00edsico, de baixo impacto, pode ser ben\u00e9fico.<\/h5>\r\n<p>A atividade f\u00edsica pode ser uma boa forma de melhorar as queixas de um doente com artrose do joelho. O trabalho dever\u00e1 ser realizado com uma periodicidade m\u00ednima de 2 sess\u00f5es por semana e ter\u00e1 como base exerc\u00edcios sem impacto. S\u00e3o recomendadas, por exemplo, atividades dentro de \u00e1gua, como a hidrogin\u00e1stica ou nata\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m s\u00e3o aconselhados exerc\u00edcios de refor\u00e7o muscular e de alongamento e retensionamento muscular.<\/p>\r\n<p>Em doentes com um correto alinhamento da r\u00f3tula e sem artrose significativa no compartimento anterior poder\u00e1 ser sugerida a pr\u00e1tica de bicicleta est\u00e1tica<\/p>\r\n<h3>\u00a0<\/h3>\r\n<h3>\u00a0<\/h3>\r\n<h4>Procedimentos n\u00e3o cir\u00fargicos<\/h4>\r\n<p>O tratamento conservador da artrose engloba medidas farmacol\u00f3gicas e n\u00e3o farmacol\u00f3gicas. \u00c9 fundamental o compromisso do doente, para que estes procedimentos possam representar ganhos em sa\u00fade.<\/p>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h5><strong>Medidas farmacol\u00f3gicas<\/strong><\/h5>\r\n<p><strong>Medicamentos anti-inflamat\u00f3rios e analg\u00e9sicos<\/strong> (primeira linha de tratamento e com evid\u00eancia cl\u00ednica clara).<\/p>\r\n<p>A <strong>suplementa\u00e7\u00e3o com condroitina e glucosamina<\/strong> &#8211; condroprotetores &#8211; tem demonstrado, em v\u00e1rios estudos resultados inconclusivos. Contudo, uma grande parte dos pacientes apresenta melhoria cl\u00ednica significativa com este tratamento.<\/p>\r\n<p>Fazem igualmente parte dos tratamentos controversos a <strong>infiltra\u00e7\u00e3o intra-articular com \u00e1cido hialur\u00f3nico<\/strong> e <strong>plasma rico em plaquetas (PRPs)<\/strong>. Contudo, foi recentemente publicado um estudo prospetivo (2022, Lorenzo Moretti et al.) que demonstrou com robustez estat\u00edstica, que a infiltra\u00e7\u00e3o intra-articular de PRPs \u00e9 uma ferramenta v\u00e1lida para a redu\u00e7\u00e3o da dor e contribui para a melhoria de scores funcionais e de qualidade de vida em doentes com gonartrose.<\/p>\r\n<p>A <strong>infiltra\u00e7\u00e3o intra-articular de corticoster\u00f3ides<\/strong> est\u00e1 associada a melhoria sintom\u00e1tica com resultados estatisticamente significativos.<\/p>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h5><strong>Medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas<\/strong><\/h5>\r\n<p>No que respeita \u00e0s medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas, \u00e9 fundamental definir uma estrat\u00e9gia para a perda de peso, quando assim se justifica. Os programas de perda de peso est\u00e3o indicados em pacientes com \u00edndice de massa corporal superior a 25 kg\/m<sup>2<\/sup>. Estes incidem num plano diet\u00e9tico e de exerc\u00edcio aer\u00f3bio sem impactos.<\/p>\r\n<p>A<strong> fisioterapia<\/strong> tamb\u00e9m apresenta <strong>um efeito ben\u00e9fico claro<\/strong>, sendo considerada umas das primeiras linhas de tratamento da artrose sintom\u00e1tica. Este tratamento visa restabelecer a mobilidade articular, refor\u00e7ar a estrutura muscular e controlar o processo inflamat\u00f3rio.<\/p>\r\n<p>De referir que, nos casos de artrose muito grave (grau IV), a fisioterapia n\u00e3o est\u00e1 formalmente indicada.<\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h4>Procedimento cir\u00fargico: diferentes t\u00e9cnicas e interven\u00e7\u00f5es<\/h4>\r\n<p>A cirurgia surge como op\u00e7\u00e3o de tratamento nos doentes que n\u00e3o melhoram com o tratamento conservador, ou seja, quando foram esgotadas todas as op\u00e7\u00f5es n\u00e3o cir\u00fargicas. No entanto, existem casos de artrose muito grave, com grande disfun\u00e7\u00e3o articular, que t\u00eam indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica desde o primeiro momento de avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e imagiol\u00f3gica.<\/p>\r\n<p>O objetivo final do procedimento \u00e9 proporcionar uma excelente fun\u00e7\u00e3o, livre de dor, que permita ao paciente desenvolver as suas atividades di\u00e1rias sem qualquer limita\u00e7\u00e3o. Com esse intuito, e de uma forma geral, <strong>a<\/strong> <strong>artroplastia total do joelho \u00e9 a interven\u00e7\u00e3o mais frequentemente selecionada<\/strong> (figura 4).<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1803\" aria-describedby=\"caption-attachment-1803\" style=\"width: 1009px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1803 size-full\" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura4.jpg\" alt=\"Raio X antero-posterior e de perfil de artroplasia total do joelho esquerdo\" width=\"1009\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura4.jpg 1009w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura4-296x300.jpg 296w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura4-768x779.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1009px) 100vw, 1009px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1803\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4 &#8211; Raio X antero-posterior e de perfil de artroplasia total do joelho esquerdo<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Atrav\u00e9s desta cirurgia, procurar-se-\u00e1, do ponto de vista biomec\u00e2nico, corrigir os desvios e deformidades e substituir a superf\u00edcie articular desgastada. Os resultados cl\u00ednicos s\u00e3o excelentes nos doentes com indica\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca para o procedimento.<\/p>\r\n<p>Atualmente, est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o tecnologias que permitem desenhar instrumentais espec\u00edficos para cada paciente, em fun\u00e7\u00e3o da deformidade\/desgaste articular, com recurso a imagens de raio X e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica. Estas fazem um mapeamento do joelho do paciente e desenham blocos de corte, tendo em conta cada caso em espec\u00edfico. (figura 5).<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1804\" aria-describedby=\"caption-attachment-1804\" style=\"width: 461px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1804 \" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura5.jpg\" alt=\"Blocos de corte desenhados especificamente para a deformidade articular do paciente\" width=\"461\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura5.jpg 807w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura5-300x270.jpg 300w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura5-768x690.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1804\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5 &#8211; Blocos de corte desenhados especificamente para a deformidade articular do paciente<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Estas ferramentas encontram-se dispon\u00edveis de uma forma rotineira e t\u00eam como indica\u00e7\u00e3o mais formal a exist\u00eancia de grandes deformidades \u00f3sseas ao n\u00edvel do f\u00e9mur e da t\u00edbia (habitualmente ap\u00f3s traumatismo). Estes blocos espec\u00edficos para cada paciente permitem diminuir a perda de sangue associada \u00e0 cirurgia e o tempo de exposi\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, assegurando um posicionamento correto dos componentes implantados.<\/p>\r\n<p>Em casos cl\u00ednicos mais espec\u00edficos, onde o desgaste se verifique apenas num compartimento do joelho (figura 6), poder\u00e1 estar indicado outro tipo de procedimento.<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1805\" aria-describedby=\"caption-attachment-1805\" style=\"width: 252px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1805 \" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura6.jpg\" alt=\"Raio X antero-posterior de joelho com desgaste no compartimento femoro-tibial medial\" width=\"252\" height=\"558\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura6.jpg 316w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura6-135x300.jpg 135w\" sizes=\"auto, (max-width: 252px) 100vw, 252px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1805\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6 &#8211; Raio X antero-posterior de joelho com desgaste no compartimento femoro-tibial medial<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Temos como op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis as <strong>osteotomias periarticulares<\/strong> e a <strong>artroplastia unicompartimental do joelho<\/strong>. Contudo, estas indica\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito mais restritas e implicam, al\u00e9m de excelentes condi\u00e7\u00f5es dos compartimentos que n\u00e3o est\u00e3o envolvidos no desgaste de cartilagem, tamb\u00e9m uma correta fun\u00e7\u00e3o ligamentar.<\/p>\r\n<p>As <strong>osteotomias <\/strong>s\u00e3o aplic\u00e1veis em doentes com deformidades angulares do joelho &#8211; na maior parte das vezes, joelho varo &#8211; que conduzem a um desgaste acelerado do compartimento sobrecarregado (figura 7).<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1806\" aria-describedby=\"caption-attachment-1806\" style=\"width: 397px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1806 \" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura7.jpg\" alt=\"Deformidade em varo dos joelhos, com sobrecaga nos compartimentos mediais\" width=\"397\" height=\"638\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura7.jpg 444w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura7-187x300.jpg 187w\" sizes=\"auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1806\" class=\"wp-caption-text\">Figura 7 &#8211; Deformidade em varo dos joelhos, com sobrecaga nos compartimentos mediais<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>A <strong>osteotomia da t\u00edbia<\/strong> \u00e9 um procedimento que visa corrigir essa deformidade, desviando o eixo de carga da zona mais desgastada para a zona sem les\u00e3o de cartilagem (figura 8).<\/p>\r\n<p>Nas melhores s\u00e9ries, apresentam taxas de sucesso aos 10 anos superiores a 80% e poder\u00e3o, em casos selecionados, representar uma excelente op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica.<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1807\" aria-describedby=\"caption-attachment-1807\" style=\"width: 289px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1807 \" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura8.jpg\" alt=\"Raio X antero-posterior p\u00f3s-operat\u00f3rio de osteotomia de adi\u00e7\u00e3o medial (valgiza\u00e7\u00e3o) do joelho direito.\" width=\"289\" height=\"456\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura8.jpg 375w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura8-190x300.jpg 190w\" sizes=\"auto, (max-width: 289px) 100vw, 289px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1807\" class=\"wp-caption-text\">Figura 8 &#8211; Raio X antero-posterior p\u00f3s-operat\u00f3rio de osteotomia de adi\u00e7\u00e3o medial (valgiza\u00e7\u00e3o) do joelho direito<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>As <strong>artroplastias unicompartimentais do joelho<\/strong> (figura 9) s\u00e3o igualmente uma op\u00e7\u00e3o v\u00e1lida quando o desgaste se localiza apenas num compartimento do joelho (habitualmente o compartimento medial).<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1808\" aria-describedby=\"caption-attachment-1808\" style=\"width: 282px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1808\" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura9.jpg\" alt=\"Raio X antero-posterior p\u00f3s-operat\u00f3rio de artroplastia unicompartimental do joelho esquerdo.\" width=\"282\" height=\"485\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura9.jpg 474w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura9-174x300.jpg 174w\" sizes=\"auto, (max-width: 282px) 100vw, 282px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1808\" class=\"wp-caption-text\">Figura 9 &#8211; Raio X antero-posterior p\u00f3s-operat\u00f3rio de artroplastia unicompartimental do joelho esquerdo<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p><strong>S\u00f3 uma percentagem muito restrita da popula\u00e7\u00e3o re\u00fane os crit\u00e9rios para realizar este procedimento.<\/strong><\/p>\r\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com a artroplastia total do joelho, apresenta alguns pontos positivos:<\/p>\r\n<ol>\r\n<li><strong>Recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida:<\/strong> com menos dor p\u00f3s-operat\u00f3ria.<\/li>\r\n<li><strong>Sensa\u00e7\u00e3o mais natural da articula\u00e7\u00e3o<\/strong>: uma vez que preserva a cinem\u00e1tica do joelho, devido ao n\u00e3o sacrif\u00edcio das estruturas ligamentares e preserva\u00e7\u00e3o da cartilagem dos restantes compartimentos<\/li>\r\n<\/ol>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Ainda assim, este procedimento apresenta taxas de revis\u00e3o superiores \u00e0 artroplastia total do joelho (substitui\u00e7\u00e3o da pr\u00f3tese por um novo implante).<\/p>\r\n<p>Posto isto, \u00e9 essencial perceber que pacientes re\u00fanem as condi\u00e7\u00f5es ideais para serem submetidos a este tipo de interven\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\r\n<div class=\"mceTemp\">\u00a0<\/div>\r\n<h2>\u00a0<\/h2>\r\n<h4>O p\u00f3s-operat\u00f3rio &#8211; tudo o que precisa de saber<\/h4>\r\n<p>Ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, dever\u00e1 seguir as indica\u00e7\u00f5es especificamente delineadas para si pelo seu cirurgi\u00e3o.<\/p>\r\n<h5><strong>Em condi\u00e7\u00f5es normais, o paciente ficar\u00e1 internado numa unidade hospitalar durante 3 a 5 dias. <\/strong><\/h5>\r\n<p>\u00c9 importante iniciar-se uma mobiliza\u00e7\u00e3o precoce, com in\u00edcio de fisioterapia, no final da primeira semana, ap\u00f3s a cirurgia. Habitualmente, \u00e9 realizada marcha com carga e apoio externo de canadianas no segundo dia depois do procedimento cir\u00fargico.<\/p>\r\n<p>No que concerne aos cuidados p\u00f3s operat\u00f3rios com a ferida cir\u00fargica, o tipo de encerramento da ferida operat\u00f3ria condicionar\u00e1 cuidados diferentes. Tradicionalmente, as incis\u00f5es das artroplastias totais do joelho s\u00e3o encerradas com recurso a agrafos. Quando assim \u00e9, ser\u00e1 necess\u00e1rio realizar cuidados de penso em centros diferenciados, em dias previamente determinados, garantindo que a ferida operat\u00f3ria permanece limpa e seca.<\/p>\r\n<p>Contudo, atualmente temos recorrido a uma solu\u00e7\u00e3o distinta dos tradicionais agrafos: o encerramento com sutura intrad\u00e9rmica reabsorv\u00edvel e a coloca\u00e7\u00e3o de uma rede com cola biol\u00f3gica (Figura 10). Esta forma de encerramento, al\u00e9m de permitir uma visualiza\u00e7\u00e3o direta da ferida operat\u00f3ria, mant\u00e9m o isolamento da incis\u00e3o e n\u00e3o carece de quaisquer cuidados de penso at\u00e9 \u00e0 retirada da rede (cerca das 3 semanas p\u00f3s-operat\u00f3rias)<\/p>\r\n<figure id=\"attachment_1809\" aria-describedby=\"caption-attachment-1809\" style=\"width: 594px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1809 \" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura10.jpg\" alt=\"Encerramento da ferida cir\u00fargica sem agrafos\" width=\"594\" height=\"790\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura10.jpg 912w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura10-226x300.jpg 226w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura10-770x1024.jpg 770w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Figura10-768x1021.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1809\" class=\"wp-caption-text\">Figura 10 \u2013 Encerramento da ferida cir\u00fargica sem agrafos<\/figcaption><\/figure>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Durante as primeiras semanas ap\u00f3s a cirurgia, \u00e9 natural que persista algum desconforto articular. Nessas situa\u00e7\u00f5es, pode existir a necessidade de medica\u00e7\u00e3o analg\u00e9sica. Esta ser\u00e1 prescrita no momento da alta.<\/p>\r\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1810 aligncenter\" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio.jpg\" alt=\"P\u00f3s-operat\u00f3rio\" width=\"1180\" height=\"782\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio.jpg 1180w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-300x199.jpg 300w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-1024x679.jpg 1024w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-768x509.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1180px) 100vw, 1180px\" \/><\/p>\r\n<h5>\u00a0<\/h5>\r\n<h5>Para diminuir as queixas de dor dever\u00e1:<\/h5>\r\n<ul>\r\n<li>Aplicar gelo por um per\u00edodo aproximado de 15 minutos em intervalos de 2 horas;<\/li>\r\n<li>Elevar o membro para melhorar a sua drenagem;<\/li>\r\n<li>Realizar exerc\u00edcios de ativa\u00e7\u00e3o muscular e mobiliza\u00e7\u00e3o articular;<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1812 aligncenter\" src=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-exercicio-1.jpg\" alt=\"P\u00f3s-operat\u00f3rio exerc\u00edcios\" width=\"977\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-exercicio-1.jpg 1462w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-exercicio-1-300x93.jpg 300w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-exercicio-1-1024x319.jpg 1024w, https:\/\/insideortho.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/ilustracao-pos-operatorio-exercicio-1-768x239.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 977px) 100vw, 977px\" \/><\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>\u00c9 igualmente expect\u00e1vel uma diminui\u00e7\u00e3o do apetite e sede nas semanas que sucedem \u00e0 cirurgia. \u00c9 fundamental manter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e n\u00edveis corretos de hidrata\u00e7\u00e3o, com vista a assegurar uma boa perfus\u00e3o dos tecidos e nutrientes para potenciar as condi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas de cicatriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n<h5><strong>A fisioterapia desempenha um papel fundamental no processo de recupera\u00e7\u00e3o da mobilidade e das atividades de vida di\u00e1ria. <\/strong><\/h5>\r\n<p>Dever\u00e1 ser seguido um plano ajustado a cada paciente, em que se promova um conjunto de processos:<\/p>\r\n<ul>\r\n<li>Correta recupera\u00e7\u00e3o muscular;<\/li>\r\n<li>Restitui\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o de marcha normal, com boas amplitudes articulares, para que o retorno a um dia-a-dia normal seja mais r\u00e1pido e seguro.<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<h5>\u00a0<\/h5>\r\n<h5><strong>As canadianas estar\u00e3o dispensadas quando se reunirem boas condi\u00e7\u00f5es musculares e o padr\u00e3o de marcha for normal &#8211; o que ocorre habitualmente pelas 6 semanas.<\/strong><\/h5>\r\n<p>No final do per\u00edodo de reabilita\u00e7\u00e3o (com um tempo n\u00e3o inferior a 3 meses), o doente dever\u00e1 retomar as suas atividades. Ainda assim, com alguns cuidados. A t\u00edtulo de exemplo, \u00e9 fundamental que se limite a mobiliza\u00e7\u00e3o de cargas maiores e que se evite a execu\u00e7\u00e3o de saltos ou impactos no membro intervencionado.<\/p>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h4>\u00a0<\/h4>\r\n<h4>Conclus\u00e3o<\/h4>\r\n<p>A artrose no joelho \u00e9 uma patologia extremamente comum. Estima-se que atinja cerca de 40% das pessoas com idade superior aos 60 anos. O sintoma mais comum \u00e9 a dor no joelho e as pessoas com excesso de peso tem uma probabilidade maior de sofrer desta doen\u00e7a.<\/p>\r\n<p>A artrose n\u00e3o tem cura, mas, com o devido tratamento, a sintomatologia pode ser controlada. \u00c9 essencial, para isso, que consulte um ortopedista.<\/p>\r\n<p>A cirurgia est\u00e1 recomendada quando os procedimentos n\u00e3o cir\u00fargicos falham ou <em>ad initium<\/em> quando estamos perante uma artrose exuberante e muito incapacitante. O exerc\u00edcio f\u00edsico, de baixo impacto &#8211; tal como a hidrogin\u00e1stica e a nata\u00e7\u00e3o &#8211; pode ser um bom aliado nos casos de artrose mais ligeira.<\/p>\r\n<p>Sofre de artrose no joelho? As dores s\u00e3o constantes?<\/p>\r\n<p>Como \u00e9 que lida com isso?<\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Se ficou com alguma d\u00favida, por favor entre em contacto.<\/p>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p><strong>Dr. Tiago Frada<\/strong><br \/>OM 46913<\/p>\r\n<p><\/p>\r\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 7px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\r\n<p><\/p>\r\n<p><\/p>\r\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-cyan-bluish-gray-background-color has-cyan-bluish-gray-color is-style-wide\" \/>\r\n<p><\/p>\r\n<div class=\"wp-block-spacer\" style=\"height: 40px;\" aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/div>\r\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artrose do Joelho\u00a0 O que \u00e9, os Sintomas e que Atitudes deve tomar. &nbsp; Introdu\u00e7\u00e3o A artrose do joelho \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica bastante comum, que afeta sobretudo a popula\u00e7\u00e3o mais idosa. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o progressiva, de cariz degenerativo e inflamat\u00f3rio, estando relacionada com o desgaste das cartilagens do joelho. O sinal mais comum \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1043,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,7],"tags":[40,38,43],"class_list":["post-1059","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-scientific-events","category-traumatologia","tag-inovacao","tag-ortopedia","tag-tiago-frada","post_format-post-format-image"],"translation":{"provider":"WPGlobus","version":"3.0.2","language":"pt","enabled_languages":["en","pt"],"languages":{"en":{"title":true,"content":true,"excerpt":false},"pt":{"title":false,"content":false,"excerpt":false}}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1059"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1059\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1796,"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1059\/revisions\/1796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/insideortho.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}